Cris Couto
No dia 13/11, por volta das 19h30, a Praça dos Três Poderes foi alvo de mais um atentado terrorista. O bolsonarista Francisco Wanderley Luiz, também conhecido como “Tiu França”, foi o autor desse ataque. Houve duas explosões: uma em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), mais precisamente na estátua da Justiça, e a outra no estacionamento da Câmara dos Deputados. Tiu França, o “homem-bomba”, levou explosivos ao prédio do tribunal, mas como não conseguiu entrar, decidiu tirar a própria vida. Embriagado pela ideologia bolsonarista, Francisco quis fazer do seu suicídio um ato político, talvez transformando-se em uma espécie de mártir da extrema-direita bolsonarista. A Praça dos Três Poderes foi isolada e a Esplanada dos Ministérios também foi interditada. A Polícia Federal detectou outras bombas que não foram detonadas no local. Mas quem era Francisco Wanderley Luiz e o que o levou a cometer tamanha atrocidade? Foi um ato isolado? Por que esse atentado demonstra que a democracia brasileira ainda corre muitos riscos? Quem é o verdadeiro responsável por esses ataques contra a nossa democracia? Para responder a essas perguntas, é necessário voltar no tempo, e é isso que faremos neste post.
Francisco Wanderley Luiz (Tiu França), de 59 anos, chaveiro e proprietário de uma empresa de eventos de Santa Catarina, era filiado ao Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro, e foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) em 2020 por causa do ex-presidente. Eduardo Marzall, presidente do partido no município na época, afirmou que Tiu França “era EXTREMAMENTE BOLSONARISTA, ferrenho apoiador e fanático por Bolsonaro” e que “Ele (Tiu França) queria entrar na política para fazer alguma coisa de diferente. Claro que ele tinha um apreço muito grande pelo Bolsonaro. Ele sempre falava que o Judiciário, no geral, era uma coisa que incomodava ele muito“- certamente influenciado pelo ódio de Bolsonaro pelo STF. Marzall ainda relata que “Quando o encontrava por acaso na rua, ele sempre falava de política. Ele seguia uma LINHA DE DIREITA, EXTREMAMENTE CONSERVADORA. Dizia que estava decepcionado com o Judiciário. Ele sentiu muito a derrota do Bolsonaro nas eleições presidenciais“. O ex-presidente do PL de Santa Catarina afirma conhecer Francisco Wanderley desde os 16 anos, cerca de 40 anos atrás, e diz que “Ele (Tiu França) era um homem equilibrado e correto. Ficamos todos assustados. Ele era um cara pacato de uma cidade do interior. A cidade está toda estarrecida“. Bom, resta claro que o Tiu França que Marzall conheceu não era mais o mesmo, pois nenhuma pessoa verdadeiramente equilibrada planeja um atentado terrorista.
Daiane Dias, ex-esposa de Francisco Wanderley Luiz, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que o intuito do homem era matar Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nunca se envolveu com política. Era outra pessoa. Com o tempo, começou a mudar de atitude. E quando o Bolsonaro perdeu [em 2022], ele enlouqueceu. Acho que foi ali que começou um problema mais forte, sabe?“, afirmou a ex-esposa em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo. Daiane ainda disse à PF que Francisco premeditou o crime e fez inúmera pesquisas no Google sobre Alexandre de Moraes. No dia 17/11, a casa em que Francisco Wanderley morava em Rio do Sul (SC) foi incendiada. A ex-mulher de Francisco foi retirada da residência com queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em 100% do corpo. Contudo, houve resistência de Daiane para deixar o imóvel em chamas, conforme relato de testemunhas. Em vídeo apresentado à Polícia Civil de Santa Catarina por uma pessoa que não quis se identificar, Daiane aparece dizendo que sabia do plano do ex-companheiro e que “deveria estar lá com ele”. As investigações estão em andamento, mas, de acordo com a Polícia Militar, Daiane é suspeita de ter ateado fogo no local. Muitas coisas podem ter acontecido: extremistas que passaram a odiar Tiu França por ter enterrado qualquer possibilidade de anistia podem ter colocado fogo na casa, ou mesmo a própria Daiane, com o intuito de destruir outras provas que poderiam incriminar mais pessoas. Isso tudo será revelado nas próximas semanas.
Além das pesquisas de teor criminoso, Tiu França fez inúmeras postagens com ameaças terroristas em suas redes sociais. Recentemente, ele escreveu que o dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, seria “especial para iniciar uma revolução” e avisou que poderia haver bombas em diversos locais, além de dizer que o “jogo” acabaria no dia 16 de novembro. Pouco antes de cometer os atentados, Tiu França postou: “Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso… Vocês 4 são VELHOS CEBOSOS nojentos”. Em outra postagem, Francisco disse que “Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início 17h48 horas do dia 13/11/2024… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!”.
Após o atentado na Praça dos Três Poderes, a PF descobriu que o “homem-bomba” havia alugado uma casa há cerca de três meses em Ceilândia-DF, local utilizado para colocar em prática seu plano terrorista. O autor do atentado mantinha um grande número de explosivos na casa alugada. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, uma gaveta nesse imóvel gerou uma “explosão gravíssima” ao ser aberta por um robô antibombas da corporação. Obviamente, Tiu França preparou uma armadilha para que policiais que fossem realizar as investigações viessem a óbito. Porém, apesar de a parte interna da casa ficar parcialmente destruída, ninguém se feriu, graças às tecnologias atualmente utilizadas pela Polícia Federal. Andrei Rodrigues afirmou: “Felizmente, utilizamos a boa doutrina da nossa instituição e da Polícia Militar também para fazer entrada nesse tipo de ambiente. E entramos com o robô, nosso robô antibombas. Entramos na residência, o robô entrou na residência e a ato contínuo ao abrir uma graveta para fazer a busca, houve uma explosão, uma explosão gravíssima. Salvou a vida de alguns policiais que se tivessem ingressado na residência, certamente não sobreviveriam àquela intensidade da explosão“. O autor do atentado também havia deixado um recado no espelho da casa com a seguinte frase “Débora Rodrigues, por favor não desperdice batom!!! Isso é para deixar as mulheres bonitas!!! Estátua de merda se usa TNT”. Débora Rodrigues foi quem escreveu “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado. Ressalte-se que não há, até o momento, confirmação de que Francisco Wanderley tenha comparecido à tentativa de golpe de janeiro; contudo, há certeza de que ele era apoiador das práticas criminosas dos bolsonaristas nesse dia.
Após a confirmação da explosão das bombas por Tiu França, a extrema-direita bolsonarista entrou em pânico nas redes sociais. No entanto, esse pânico não se deveu à morte de Francisco Wanderley, nem ao ato terrorista ou à afronta às instituições e à democracia, muito menos pela possibilidade de causar a morte de outras pessoas. O pânico teve uma única causa: o medo de que a tentativa de anistia para Jair Bolsonaro fosse completamente inviabilizada. Com isso, os bolsonaristas iniciaram, sem sucesso, uma campanha para tentar dissociar Tiu França da figura do ex-presidente. Houve até quem dissesse que Francisco Wanderley era da esquerda, mesmo sendo ele do partido de Bolsonaro, fanático pelo ex-presidente, de extrema direita, conservador, e tendo sido encontrado material de apoio ao “mito” em sua casa. Além disso, ele tinha fotos e mensagens de apoio à classe bolsonarista em suas redes sociais e, o mais significativo, estava usando a vestimenta da seleção brasileira de futebol… típico, né?
O projeto de lei em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados (CD) perdoa os condenados pelos atos ANTIDEMOCRÁTICOS do dia 8 de janeiro de 2023, incluindo os financiadores, incentivadores e organizadores. Se aprovado, a lei pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também é investigado nos inquéritos que apuram o 8 de janeiro. Antes de qualquer ponderação, cabe ressaltar que projeto é INCONSTITUCIONAL! Mesmo que fosse aprovado, o STF declararia sua inconstitucionalidade por violar a separação e independência entre os Poderes, já que o Congresso Nacional estaria invadindo uma competência que é do Judiciário. No entanto, no imaginário daqueles que rezam para pneu, esse projeto não só seria aprovado, como anistiaria Bolsonaro, que voltaria a ser presidente. Não!!! Isso não acontecerá! Além disso, esse projeto prevê anistia para os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, mas e quanto às joias, ao cartão de vacina, às barras de ouro do MEC, à condução criminosa da pandemia, entre outros delitos que Jair Bolsonaro cometeu e pelos quais ainda responderá?
Francisco Wanderley pode até ter agido sozinho, o que será apurado nas investigações, mas definitivamente, ele não é apenas um “lobo solitário”. Na verdade, ele é o resultado de tudo o que Bolsonaro fez, falou e plantou no imaginário de parte da população brasileira.
Com um discurso de ódio, Bolsonaro se elegeu vereador, deputado e, infelizmente, presidente da República. Nos anos 1990, o ex-presidente chegou a defender um novo golpe militar no Brasil. Em entrevistas, reuniões e em discursos no plenário da Câmara dos Deputados, o então deputado federal Bolsonaro afirmou inúmeras vezes não acreditar em solução para o Brasil por meio do voto popular. Em 1999, durante uma entrevista ao programa Câmera Aberta, Bolsonaro teve falas muito complicadas, para dizer o mínimo. Chegou a defender a morte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e afirmou que fecharia o Congresso Nacional. Disse Bolsonaro: “Não há menor dúvida, daria golpe no mesmo dia! Não funciona! E tenho certeza de que pelo menos 90% da população ia fazer festa, ia bater palma, porque não funciona. O Congresso hoje em dia não serve pra nada, só vota o que o presidente quer. Se ele é a pessoa que decide, que manda, que tripudia em cima do Congresso, dê logo o golpe, parte logo para a ditadura“. Na mesma entrevista, Bolsonaro também falou que “Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada! Só vai mudar, infelizmente, no dia em que partir para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez. Matando uns 30 mil, começando pelo FHC, não deixar ele pra fora não, matando! Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente.” E ainda afirmou ser favorável à tortura!!! Bolsonaro disse que “Ele (Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central) merecia isso: pau-de-arara. Funciona. Eu sou favorável à tortura. Tu sabe disso. E o povo é favorável a isso também”. Ainda em 1999, Bolsonaro reafirmou que é amante à Ditadura Militar ao dizer que “A atual Constituição garante a intervenção das Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem. Sou a favor, sim, a uma ditadura, a um regime de exceção, desde que este Congresso dê mais um passo rumo ao abismo, que no meu entender está muito próximo”. Há quem diga que isso é muito antigo e que Bolsonaro mudou. Será? Na verdade, Bolsonaro ficou ainda mais radical e passou a desprezar ainda mais a democracia.
Em 2018, o então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, pegou um tripé de uma câmera de televisão para simular um fuzil e disse: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre! Em outra oportunidade, ainda afirmou que “[O policial] entra, resolve o problema e, se matar 10, 15 ou 20, com 10 ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado, e não processado”. Ainda nesse ano, em entrevista para o Brasil Urgente, o ex-presidente falou que “eu não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição”, demonstrando desrespeito ao processo eleitoral e à democracia. Para Bolsonaro, “violência se combate com mais violência” e ele justifica tal pensamento dizendo que criminoso “não é ser humano normal”. Em declarações anteriores, ele já havia dito que “policial que não mata não é policial” e que a “polícia brasileira tinha que matar é mais”. Nessa época, Bolsonaro já deveria ter respondido pelos pronunciamentos criminosos que incitavam à violência. Mas a cúpula política e jurídica do país, bem como a mídia, não acreditavam que Jair Messias Bolsonaro apresentasse algum risco. Ele era apenas um “lunático” do baixo clero do Congresso Nacional. Em 2017, Bolsonaro pregou intolerância religiosa e afirmou que “Somos um país cristão. Não existe essa historinha de Estado laico, não. O Estado é cristão. Vamos fazer o Brasil para as maiorias. As minorias têm que se curvar às maiorias. As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem”.
Em 1998, Jair Bolsonaro, deputado federal à época, AGREDIU FISICAMENTE Conceição Aparecida Aguiar, então gerente da Planajur, empresa de consultoria jurídica que atendia o Exército. Conceição foi agredida pelas costas durante uma discussão com “uma das correligionárias” de Bolsonaro. Em entrevista à revista Playboy em 2011, o ex-presidente disse que “seria incapaz de amar um filho homossexual” e que ter um casal gay como vizinho desvaloriza imóveis. Afirmou Bolsonaro que “Para mim é a morte (ter um filho homossexual). Digo mais: prefiro que morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo”. O ex-presidente, em junho de 2011, disse “Lá (em uma palestra em Florianópolis) defendi a justiça com as próprias mãos. Nós não conseguimos mudar as leis como queremos, incluir a pena de morte, a prisão perpétua”. Durante uma discussão com a deputada Maria do Rosário (PT), Bolsonaro afirmou que “Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”. Em 2015, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro, falou “Espero que o mandato dela (Dilma) acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”. Bolsonaro afirmou, no discurso de posse, em janeiro de 2019, que “nossa bandeira jamais será vermelha” e que a bandeira do Brasil só será vermelha se “for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela”. Em 2022, Bolsonaro chegou a exaltar o aumento exacerbado no número de armas em posse da população. Afirmou o ex-presidente, ao discursar em Passo Fundo-RS, que “Nós facilitamos a compra de arma de fogo por parte do povo brasileiro. Nos últimos anos, temos dobrado a venda de armas de fogo no Brasil. Eu sempre digo a vocês: povo armado jamais será escravizado. Reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo. Temos também ampliado e muito a quantidade de CACs pelo Brasil, o colecionador e o atirador. Hoje ultrapassam 600 mil e eles podem comprar praticamente todo tipo de armamento. É um estoque, é uma reserva. É o nosso maior exército que nós temos, que é o povo brasileiro”. Em 8 de julho do mesmo ano, durante cerimônia de entrega de espadins para cadetes da Academia da Força Aérea Brasileira (FAB) em Pirassununga, Bolsonaro falou que “E muitas vezes o inimigo não está fora, está dentro da sua pátria“, incitando, mais uma vez, o “nós contra eles” e dividindo a sociedade brasileira. No mesmo dia 8 de julho, Bolsonaro, em live, atacou as urnas eletrônicas e declarou que os eleitores “sabem como se preparar” para a eleição, em referência à invasão do Capitólio, sede do Congresso americano, em janeiro de 2021, por apoiadores de Donald Trump que não aceitavam a vitória de Joe Biden na eleição para a presidência dos EUA. Bolsonaro já afirmou que “a tortura depende do ponto de vista”. Além disso, o ex-presidente declarou, em diversas ocasiões, sua veneração por alguns dos mais cruéis torturadores brasileiros. Por exemplo, durante a votação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Bolsonaro exaltou a memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra – coronel do Exército condenado em 2008 pela Justiça brasileira como torturador durante a ditadura militar. Ele também já exaltou várias vezes a ditadura chilena, em especial o ditador sanguinário Augusto Pinochet; dentre outras aberrações inadmissíveis em uma democracia. E não se pode esquecer que o governo Bolsonaro, juntamente com seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, queriam implantar no Brasil a ampliação de excludente de ilicitude para policiais, que significa, na prática, verdadeira licença para matar negros e pobres, sem que houvesse qualquer tipo de punição. E nunca é demais lembrar que Jair Messias Bolsonaro é racista, misógino, homofóbico e durante toda sua vida pública lutou para acabar com os direitos das minorias – pobres, negros, mulheres, indígenas e LGBT.
Ah, mas o que isso tem a ver com o Tiu França e com os atentados contra o Estado Democrático de Direito? Tem tudo a ver. Até pouco tempo, havia na presidência da República, uma pessoa que flertava com o autoritarismo, que estimulava o uso indiscriminado de arma de fogo, que fazia defesa de torturadores, além de enaltecer, como Bolsonaro fez com certa frequência, a ação truculenta de policiais. Foram inúmeras as investidas de Bolsonaro contra a nossa democracia. O ex-presidente passou todo o tempo instigando seus apoiadores a terem ódio do STF, pois sabia que este Tribunal poderia barrar seus crimes. Bolsonaro incutiu na mente de parte do povo a necessidade de obter armas de fogo, na tentativa de promover uma guerra civil e se perpetuar no poder. Seu discurso sobre a “liberdade” é uma grande falácia, pois a liberdade do povo jamais esteve em risco. Na verdade, o que Bolsonaro busca é, por meio de uma convulsão social, proteger a sua liberdade e não ir preso, pois sabe que cometeu muitos crimes.
No próximo post, daremos continuidade à análise das relações entre a trajetória política de Bolsonaro e a evolução da ideologia bolsonarista no Brasil, que, por meio da incitação à violência política e social e os constantes ataques ao Estado democrático de direito, levou ao surgimento dos atuais movimentos golpistas e terroristas no país.