Cris Couto
Neste post, continuaremos discutindo o desastre que tem sido a gestão da economia durante o atual governo.
Bolsonaro assume a presidência da República em 2018, com a promessa de fazer do Brasil uma das mais respeitáveis potências mundiais. Mas o resultado foi exatamente o INVERSO. Hoje, o Brasil se tornou verdadeiro PÁRIA INTERNACIONAL. Sem projetos, sem metas e sem trabalho, Bolsonaro acabou com todas as agendas internacionais do país. Com discursos isolacionistas e recheados com uma ideologia homofóbica, machista, racista e xenófoba, o presidente não só dividiu o Brasil, como nos deixou isolados do resto do mundo civilizado. A pauta ambiental, por exemplo, foi ao longo das últimas décadas uma das bandeiras mais valiosas do Brasil, tornando nosso país um dos atores mais respeitados nos diversos fóruns internacionais. Hoje, o Brasil passou a ser visto como verdadeiro vilão ambiental, o que tem gerado, inclusive, graves prejuízos à nossa economia. O agronegócio possui, cada vez mais, a necessidade de ser sustentável devido às próprias exigências do mercado para exportação, bem como devido aos anseios do consumidor final. Porém, o presidente vai contra todos os consensos ambientais internacionais. Na verdade, Bolsonaro jamais escondeu sua predileção pelo agronegócio não sustentável e o fato de não se importar com políticas ambientais.
A imagem de país pacífico que cultiva bom relacionamento com os demais países também nos foi retirada pelo (des)governo Bolsonaro. O Brasil passou a ser visto com ressalvas após ataques verbais do nosso presidente a países do nosso entorno regional e à China, nosso maior parceiro comercial. O mundo civilizado não consegue compreender como é que um presidente de um país democrático fica louvando a ditadura militar e seus torturadores, tal como o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra que, em 2008, se tornou o primeiro militar a ser reconhecido como torturador pela Justiça brasileira. Não se pode deixar de lembrar o que disse o presidente na sessão plenária que julgava o impeachment da presidente Dilma. Vejamos: “Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história pela forma como conduziu os trabalhos nessa casa: parabéns, presidente Eduardo Cunha. Perderam em 64, perderam agora, em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve, contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma Rousseff, pelas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo, por Deus acima de todos”. O nosso atual mandatário também já chegou a afirmar que “Sou a favor da tortura. Através do voto, você não muda nada no país. Tem que matar 30 mil”.
Também é altamente constrangedor para o Brasil o fato de o presidente desrespeitar jornalistas e incitar o ódio da população em relação à imprensa. Em qual outro país democrático do mundo a imprensa é tão atacada e humilhada pelo próprio líder maior da nação? Nenhum. A imprensa possui um valor inestimável para a sociedade. É por meio do jornalismo livre que há apuração de fatos que afetam diretamente a população e, por meio do jornalismo investigativo, é que há denúncia de uma série de irregularidades praticadas nas esferas pública e privada. Há abusos na imprensa? Sim, pois como em qualquer outra atividade, há erros e profissionais não tão bem-intencionados. Mas para sanar irregularidades por vezes praticadas pela imprensa, há instrumentos processuais que o próprio ordenamento jurídico previu. No entanto, nada diminui a importância vital de uma imprensa livre para um Estado Democrático de Direito.
Na reunião dos líderes dos países do G20, por exemplo, o presidente brasileiro ficou completamente deslocado e isolado, já que tem sido visto com desconfiança pelos demais chefes de Estado, devido às suas posições controversas e ao fato de ter sido formalmente denunciado pela CPI da Covid por crime contra a humanidade durante a condução da pandemia. Bolsonaro foi uns dos únicos presidentes na Cúpula G20 que não teve reuniões com os demais líderes. Com isso, o Brasil vai ficando cada vez mais isolado internacionalmente, perdendo credibilidade externa e afugentando investidores. E a economia vai piorando a cada dia.
Desde o início da pandemia, ficou claro que Bolsonaro iria usar os problemas advindos dessa crise para justificar o FRACASSO ECONÔMICO DE SEU GOVERNO. Com a desculpa de que a economia desabou devido ao isolamento social imposto por governadores e pelo STF, o presidente tenta se escusar do mal que ele mesmo criou no cenário econômico, com suas políticas erráticas e seus arroubos imprevisíveis. Ora, é óbvio que o Brasil passou por uma crise econômica gigantesca que teve início em 2014. Também é obvio que o mundo pós pandemia teria que enfrentar certa estagnação econômica. Mas o que não é obvio é o seguinte: por que ninguém no atual governo propôs nada de concreto que realmente apontasse para a superação dos problemas econômicos e sociais do país. Já se passaram três anos e os problemas não só não são sanados como são cada vez mais agravados! Além disso, países sérios que enfrentaram corretamente a pandemia já estão com suas economias em ordem. O governo Bolsonaro, por outro lado, além de ter colocado em risco a vida de milhões de brasileiros, gerou um ambiente de incertezas, não apresentou nenhum plano de retomada gradual e segura da economia, adiando a recuperação econômica e a volta do emprego. E para piorar a situação dos brasileiros, estamos tendo de enfrentar uma crise hídrica, gerada não apenas pela escassez de chuvas, mas principalmente pela incompetência e falta de planejamento energético do governo. Sobre a crise hídrica, Bolsonaro, o “mito”, em uma live, afirmou que, para ajudar, “você pode apagar um ponto de luz na sua casa”. Como se, com isso, os problemas energéticos do país fossem resolvidos!!!
No próximo post, continuaremos analisando outras absurdidades encontradas na condução da política econômica do governo Bolsonaro.