Cris Couto
Com a reconstrução do país e a firme recuperação econômica sob a gestão do presidente Lula — impulsionada pelo aumento real do salário mínimo, geração recorde de empregos, controle inflacionário e a retomada de investimentos estruturais —, a extrema-direita recorre à desinformação sistemática, pois sabemos que o bolsonarismo não vive sem Fake news. A tática mais recente é atribuir ao governo federal a responsabilidade pelas dificuldades operacionais do varejo privado, usando o pedido de recuperação judicial de marcas tradicionais para fabricar a narrativa falsa de um “colapso do comércio”. A análise fria dos dados do mercado financeiro e da indústria desmonta essa versão, como veremos oportunamente.
Importante destacar que, além dos casos individuais de sucesso, os dados do próprio IBGE (Pesquisa Mensal de Comércio) desmentem categoricamente a narrativa de crise generalizada. Como pode ser facilmente comprovado, o comércio varejista brasileiro encerrou ciclos recentes renovando picos históricos no volume de vendas, impulsionado pela menor taxa de desemprego, controle da inflação de alimentos e expansão da massa salarial. Setores como o de artigos farmacêuticos, supermercados, vestuário e eletrodomésticos têm registrado avanços consistentes no faturamento. Falar em “quebradeira do comércio” diante de indicadores que atingem recordes na série histórica é ignorar a realidade dos números para tentar transformar falhas de gestão privada em crise econômica nacional. Senão vejamos:
1- O caso Casas Bahia: Crise de gestão e transição, não do setor: O pedido de recuperação judicial da rede Casas Bahia decorre de um endividamento expressivo de R$ 17,3 bilhões. A crise da empresa é um evento isolado e estritamente operacional, fundamentado em erros estratégicos de gestões passadas, falhas na transição para o comércio eletrônico e dependência excessiva do alto custo de rolagem de dívidas.
A prova de que a crise da Casas Bahia é sobre má gestão e não sobre o mercado brasileiro está em seus próprios concorrentes. A rede Havan, declaradamente bolsonarista, registrou faturamento recorde e segue abrindo novas megalojas pelo país, demonstrando que o consumo no varejo físico está aquecido. Outro exemplo de sucesso, mas agora no ambiente digital, é o Magazine Luiza que consolidou sua recuperação e sua expansão foi impulsionada pela força do seu e-commerce e ecossistema de vendas online. O colapso da Casas Bahia não é um sintoma da economia nacional, mas o resultado da incompetência da empresa em se atualizar diante das novas realidades.
2- A reestruturação do Bradesco – Lucro de R$ 19,6 bilhões e migração digital: Outra narrativa manipuladora busca correlacionar a reestruturação dos grandes bancos a uma suposta “crise sistêmica” no setor financeiro. O Bradesco é o maior exemplo que desmente essa versão: o banco fechou o ano com um lucro líquido recorrente de R$ 19,6 bilhões, representando uma alta expressiva de 20%. Destaque-se que só no só no segundo semestre de 2026, o Bradesco teve lucro recorde de R$ 7 bilhões. Desse modo, cabe observar que o fechamento de agências físicas não é sintoma de falência, mas sim de uma mudança profunda no perfil do consumidor: atualmente, mais de 98% das transações da instituição ocorrem via canais digitais (aplicativo e internet banking). Trata-se de uma reestruturação operacional estratégica para cortar custos e aumentar a eficiência no ambiente online, e não de reflexo de recessão econômica.
3. A reorganização global da Nestlé e o contraste brasileiro: Para desmentir de forma definitiva a tese de “fuga de capital”, o caso da multinacional Nestlé serve como o maior contra-exemplo. A empresa anunciou uma REESTRUTURAÇÃO GLOBAL com o corte de 16 mil empregos e o fechamento de fábricas na Europa (como na Alemanha e na Hungria), E NÃO NO BRASIL!!! Vale ainda destacar que os empregos no Brasil foram explicitamente preservados desse plano global de demissões. Em direção oposta ao cenário europeu, a Nestlé confirmou um investimento de R$ 7 bilhões no Brasil para expansão e modernização de unidades industriais em estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. E mesmo assim, a extrema-direita bolsonarista tem a cara de pau de fazer Fake News com um empresa que está contratando mão de obra!
Tentar transformar realinhamentos industriais do capitalismo global, mudanças de hábito do consumidor digital e erros crônicos de gestão privada em responsabilidade da política econômica do presidente Lula é uma estratégia desonesta, típica da extrema-direita bolsonarista que não tem plano para o país e cujo objetivo único é tirar proveito próprio. Os fatos provam que o Brasil segue na rota de atração de investimentos e fortalecimento do mercado interno, muito embora a família Bolsonaro lute para o fracasso de nossa economia, aliando-se ao planos internacionais, promovendo tarifas desonestas dos EUA e fazendo promessas de entregar nossas terras raras e demais riquezas para Donald Trump. O golpe ainda está aí e a hora é de resistir e não deixar essa família de criminosos voltar ao poder! O Brasil ainda é soberano!