Cris Couto
O Brasil está diante de uma escolha decisiva, e o povo precisa encarar os fatos sem maquiagem. A extrema-direita tenta vender a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como se ele fosse uma alternativa “moderada”. Não é. Flávio Bolsonaro é a continuidade do que há de pior na política brasileira: um histórico manchado por suspeitas graves de corrupção, convivência íntima com o crime organizado, falsidades morais, inoperância absoluta no Congresso e uma postura vergonhosa de subserviência a interesses estrangeiros.
Para o eleitor que busca vida digna, comida barata, saúde, educação, justiça social e país respeitado, a alternativa de voto não é Flávio Bolsonaro. Aliás, o filho “Zero1” do Jair foi por anos deputado estadual e senador e nada, absolutamente nada fez pelo povo. Flávio, assim como todos da família Bolsonaro, entrou para a política para enriquecer. O Zero 1 governa para proteger seus próprios privilégios e os negócios de seu grupo político.
Salário de Político, Mansão de Milionário: O Mistério do Dinheiro Vivo
A vida pública de Flávio Bolsonaro ficou marcada pelo ESCÂNDALO DAS RACHADINHAS na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) que, inclusive, financiou prédios ilegais da milícia carioca. Esse é o esquema vergonhoso de tomar de volta parte do salário dos próprios assessores nomeados em seu gabinete. O que começou como uma apuração sobre desvio de verbas públicas revelou uma rotina financeira paralela, operada quase inteiramente à margem do sistema bancário tradicional para ocultar a origem do dinheiro. Vale destacar que rachadinha nada mais é do que o apelido carinhoso para o CRIME DE PREVARIÇÃO E PARA O CRIME DE CORRUPÇÃO. O resultado dessa prática não ficou restrito aos gabinetes: transformou-se em um patrimônio milionário e inexplicável. Vejamos:
1- Sacos de Dinheiro Vivo e Operações Suspeitas: Relatórios de inteligência financeira do Coaf e investigações do Ministério Público desenterraram uma engrenagem chocante. O dinheiro recolhido dos funcionários retornava às mãos da família Bolsonaro em espécie, resultando em dezenas de depósitos fracionados na conta do próprio Flávio, feitos estrategicamente em caixas eletrônicos para burlar os alertas do sistema financeiro. Esse mar de dinheiro vivo pagava desde contas pessoais da sua família e mensalidades escolares até a quitação de imóveis e os custos da sua franquia de chocolates. E ainda há um detalhe curioso sobre essa loja de chocolates: FLÁVIO BOLSONARO USAVA ESSA LOJA COMO LAVAGEM DE DINHEIRO, SEGUNDO O MINISTÉRIO PÚBLICO (MP), REGISTRANDO MAIS DE 1,5 MIL DEPÓSITOS EM ESPÉCIE FRACIONADOS E COM VALORES REPETIDOS. Note-se que o MP/RJ apontou que a franquia de chocolates recebeu 1512 depósitos em dinheiro vivo entre 2015 e 2018. A proporção de pagamentos em DINHEIRO VIVO na loja chegou a quase 50% do faturamento, enquanto o proprietário anterior e a média do setor indicavam patamares de 20%. Segundo investigações, a loja de chocolates era usada para lavar dinheiro ilícito simulando vendas fictícias.
2- A Mansão de Brasília: Enquanto o povo brasileiro luta para pagar o aluguel e botar comida na mesa, Flávio Bolsonaro ostenta a compra de uma mansão cinematográfica de quase R$ 6 milhões na área mais luxuosa da capital federal. A aquisição da propriedade no Setor de Mansões Dom Bosco é a prova viva da desconexão moral do senador com a realidade do país. Financiar e quitar em tempo recorde um patrimônio dessa magnitude, com parcelas e condições que nenhum trabalhador comum jamais conseguiria em um banco, converteu o imóvel no maior monumento à opacidade e ao privilégio injustificável. Como um parlamentar que passou a vida inteira dependendo exclusivamente de subsídios públicos conseguiu aportar milhões em entrada e obter prazos e condições de financiamento bancário que nenhum trabalhador comum jamais conseguiria? O salário de senador não permitiria Flavio adquirir essa mansão, muito menos quitá-la antecipadamente. A matemática e a ética não fecham. A compra do imóvel tornou-se o maior símbolo da desconexão de Flávio com a realidade do povo brasileiro e de um patrimônio acumulado sem explicações plausíveis.
Perto das Milícias, Longe do Povo
Enquanto veste a roupagem do discurso demagógico de “combate ao crime”, a trajetória política de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro foi atravessada por laços diretos e perturbadores com o que há de mais sombrio no crime organizado. Vamos relembrar?
1- Gabinete como Cabide para Família de Miliciano: Flávio empregou em seu próprio gabinete a mãe e a esposa do ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do “Escritório do Crime”, grupo de exterminadores envolvido em assassinatos e esquemas milicianos.
2- Medalhas e Honrarias para Criminosos: Na tribuna da ALERJ, Flávio Bolsonaro usou o poder do seu mandato para conceder a Medalha Tiradentes, a maior comenda do estado do Rio de Janeiro, para homens que mais tarde seriam presos ou mortos por liderar milícias armadas. A hipocrisia é cristalina: quem defende a segurança do trabalhador não usa cargo público para afagar miliciano.
Amigo (ou irmão) de Banqueiros e Negócios nos Bastidores
A suposta defesa das “famílias de bem” desmorona quando se observa a atuação do senador Flávio Bolsonaro nos bastidores do poder em Brasília, onde sua prioridade sempre foi a proximidade com o grande capital financeiro.
Revelações sobre interlocuções privadas do senador Flávio Bolsonaro com controladores de instituições financeiras sob forte investigação, como o Banco Master, desmascararam o uso do peso do seu cargo público para negociar patrocínios milionários e financiamentos para projetos audiovisuais privados de sua família – filme Dark Horse, ou até coisa pior. Pelo menos essa foi a desculpa dada para o Vorcaro, pois o Zero 1 e Eduardo Bolsonaro pediram R$134 milhões para o dono do Banco Master. Nenhum filme, nem os ganhadores de Oscar custaram tanto dinheiro. O filme Ainda Estou Aqui, por exemplo, custou R$ 8 milhões. A verdade é que enquanto o brasileiro comum luta para pagar os juros do cartão de crédito, Flávio transita com desenvoltura no topo do mercado financeiro em busca de benesses pessoais.
A relação com Vorcaro, por si só, deveria fazer Flávio, também conhecido por TARIFLÁVIO, não ser mais competitivo no pleito de 2026. Virou até uma novela mexicana! Primeiro o senador tentar colar a culpa do escândalo do Banco Master ao governo Lula. Foi desmascarado, pois ficou comprovado que o Banco Master só conseguiu fazer o que fez com o auxílio e permissão do então presidente do Banco Central de Jair Bolsonaro, Campos Neto. Ficou comprovado, ainda, que foi Lula e Galípolo, atual presidente do Banco Central, que investigaram e liquidaram o Master. Depois, questionado se havia algum financiamento do Master ao filme de Bolsonaro – Dark Horse – Flávio deu risada, ofendeu o jornalista e falou que tal afirmação era mentirosa e que nem conhecia Vorcaro. Horas depois teve que se retratar, dizendo que houve um financiamento, mas que ele, pessoalmente, nunca tinha tido contato com o banqueiro. Dias depois o THE INTERCEPT soltou uma matéria com aúdios de uma conversa íntima entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, onde o senador chama Vorcaro de “irmão”. Flávio, então, disse que foi só essa conversa. Mas depois, quando o banqueiro estava em prisão domiciliar, Flavio Bolsonaro foi visitá-lo!!! E para piorar, o Zero 1 disse que iria, em poucos dias, mostrar onde o dinheiro estava. Porém, os dias se passaram e NADA de a família Bolsonaro fazer uma prestação de contas à nação. E pior, quando questionado, Flavio disse que não tinha que provar nada. Ele tá muito acostumado que os seguidores bolsonaristas não se importam com os crimes da família Bolsonaro.
Aqui vale duas observações: 1- resta claro que o valor milionário dado por Vorcaro para a família Bolsonaro é dinheiro ROUBADO, parte, inclusive retirado dos aposentados; 2- apesar das investigações ainda não terem sido finalizadas, também fica claro que o montante do dinheiro não era apenas para o filme Dark Horse. Na verdade, esse filme foi usado como lavagem de dinheiro.
Mentira no Currículo e Falsidade Religiosa
Para tentar compensar a falta de preparo e vender uma imagem de superioridade moral, Flávio Bolsonaro recorre sistematicamente à distorção da verdade. Aliás, mentir e disseminar Fake News é especialidade da extrema-direita bolsonarista. Vejamos:
1-“Pós-Graduado” de Fachada: Flávio viu-se obrigado a corrigir às pressas seus registros oficiais e materiais de campanha após ser desmentido publicamente por alegar ter uma pós-graduação em Ciência Política pela UFRJ. Criar um currículo fantasma é prova de desrespeito com a educação e com o eleitor. Mas aqui vai uma curiosidade: poucos dias antes de ser descoberta essa mentira curricular do Zero 01, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia determinado que “mentir no currículo é causa de cassação”. Será que o presidente do TSE, o ministro Nunes Marques, terá coragem de cumprir a lei ou será mais uma passada de mão na cabeça de Flavio? Infelizmente, acho que a segunda opção prevalecerá.
2- Uso Cínico da Fé Alheia: Flávio Bolsonaro, também conhecido como “Bolsonarinho”, instrumentaliza a fé e os valores evangélicos unicamente em período eleitoral para capturar votos. A oscilação entre a postura puritana nos templos e o aproveitamento de camarotes e palanques festivos, como o Sambódromo no Carnaval, expõe a falsidade. Ir ao Carnaval não é crime. O problema é mentir para a comunidade evangélica fingindo ser o que não é por puro cálculo político.
O Circo do “Partido Missão” e os Ataques Reincidentes ao TSE
Incapaz de conviver com as regras do Estado Democrático de Direito, Flávio Bolsonaro adota a mesma tática de vitimização golpista para criar narrativas de “perseguição do sistema”. Essa é a tática de quem não tem proposta, nem projetos para o Brasil. Vejamos:
1- A Farsa da Filiação Indevida: O episódio em que Flávio apareceu filiado ao partido Missão — travando temporariamente sua candidatura pelo PL — foi rapidamente transformado por sua claque em uma narrativa absurda de “ataque hacker”. A perícia técnica do TSE desmoronou o circo: não houve invasão alguma aos sistemas da Justiça Eleitoral, mas sim a péssima gestão de senhas internas da própria sigla, cujos alertas o gabinete do senador ignorou por dias alegando serem “spam”.
2- Afronta às Urnas e à Democracia: A farsa serviu apenas como pretexto para Flávio reativar a máquina de Fake News contra as urnas eletrônicas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de uma estratégia perigosa: ao tentar deslegitimar o sistema eleitoral antes mesmo do pleito, Flávio prepara o terreno para contestar a vontade popular caso seja derrotado nas urnas.
E por falar em afronta às urnas, cabe destacar que Flávio Bolsonaro seguiu exatamente os ensinamentos do pai golpista e convocou Embaixadores para atacar nosso sistema eleitoral, mentir sobre as urnas eletrônicas para que, caso perca as eleições, tente disseminar mentiras de que houve fraude e tentar um golpe. Nada inventivo, mas igualmente golpista.
Nulidade Legislativa e Guerra Institucional
Em termos de trabalho real pelo Brasil, os anos de Flávio Bolsonaro no Senado Federal resumem-se a um deserto de propostas. Senão vejamos:
1- Projetos Relevantes: Não há uma única grande lei aprovada por Flávio Bolsonaro que tenha melhorado a vida do povo. Ele não liderou pautas para baratear a cesta básica, fortalecer o SUS, gerar empregos com carteira assinada ou promover a transição ecológica. NADA! Aliás, a última proposta de repercussão nacional de Flavio foi a de PRIVATIZAR AS PRAIAS, tirando do povo o direito gratuito de pelo menos entrar no mar.
2- Sabotagem Institucional: Seu mandato serviu quase exclusivamente para promover o confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF), alimentando uma crise diária entre os Poderes apenas para blindar seu grupo familiar das investigações da Justiça.
Subserviência aos EUA e Atuação Lesa-Pátria
O capítulo mais nefasto e imperdoável da vida pública de Flávio Bolsonaro é o seu completo descompromisso com o Brasil. Para o Zero 1, pouco importam a soberania do Brasil ou nossas riquezas. O que ele almeja é se dar bem e, para isso, precisa da intervenção americana. Por sua vez, para obter ajuda dos EUA, Flavio prometeu entregar nossas riquezas.
1- Ajoelhado perante os Estados Unidos: Durante disputas tarifárias e comerciais cruciais com os EUA, Flávio Bolsonaro preferiu atuar nos bastidores de Washington solicitando pressões e retaliações alinhadas ao seu calendário eleitoral privado, dando as costas aos produtores, à indústria e aos empregos dos trabalhadores brasileiros.
2- Traição à Soberania Nacional: Vazar informações, entregar relatórios internos a governos estrangeiros e defender abertamente interferências externas na política brasileira não é patriotismo. Ao contrário, é uma postura LESA-PÁTRIA, o que é crime!!! Um político que coloca os interesses de uma potência estrangeira acima do seu próprio país não tem condições morais de liderar a nação.
Do Discurso Moral ao Padrinho do Tráfico: As Conexões com TH Joias e o Crime Organizado
Enquanto usa as redes sociais para vomitar o falso moralismo da “linha dura”, Flávio Bolsonaro ostenta nos bastidores uma convivência íntima e vergonhosa com a elite do crime organizado. A máscara de defensor da lei caiu de vez com a revelação de seus laços e agendas com figuras como TH Joias, político e empresário preso sob a acusação gravíssima de atuar como operador financeiro e contrabandista de armas pesadas para o Comando Vermelho. Ao dividir palanques, afagos e alianças políticas com quem financia o narcotráfico e instrumentaliza milícias, Flávio escancara a maior das traições: a sua suposta “guerra ao crime” é uma farsa eleitoral para enganar o povo, enquanto seu gabinete e seu grupo político servem de tapete vermelho para os verdadeiros padrinhos do crime organizado no Rio de Janeiro.
Conclusão
Derrotar Flávio Bolsonaro nas urnas é uma questão de sobrevivência democrática e de defesa da soberania nacional. O Brasil não pode entregar o seu destino a uma figura pública que coleciona suspeitas de rachadinha e uso de dinheiro vivo, mantém histórico de proximidade com milicianos e com o tráfico carioca, usa a fé alheia de forma oportunista, não produz nada no Congresso e atua contra os interesses do próprio país no exterior. O povo brasileiro merece respeito, soberania e um governo comprometido de fato com a vida real da sua gente.
Um comentário em “QUEM É FLÁVIO BOLSONARO E POR QUE ELE NÃO PODE GOVERNAR O BRASIL”