Cris Couto
No dia 9/7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa extra de importação de 50% para os produtos brasileiros. Segundo Trump, a taxa se deve aos processos judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e contra redes sociais americanas. O anúncio dessa tarifa aos produtos brasileiros se deu por meio de uma carta publicada na rede social Truth Social e endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maneira nada comum de chefes de Estado se comunicarem. Ainda segundo Trump, a medida irá entrar em vigor em 1º de agosto. A partir desse anúncio, o Brasil ficou em alerta. E não é por menos, pois se realmente houver essa taxação, a economia brasileira pode ser prejudicada e empregos podem ser perdidos. Aliás, a economia americana também pode ser afetada, como será explicado oportunamente. A extrema-direita bolsonarista raiz passou a agradecer Trump. O campo democrático, juntamente com bolsonaristas que seriam diretamente prejudicados, como o agronegócio, passou a denunciar a farsa das narrativas que Trump trouxe na carta enviada ao presidente Lula. Apesar disso, parte da extrema-direita mais radical tentou colocar a culpa da taxação no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e no presidente Lula, porém tal narrativa definitivamente não colou. Mas afinal, há um culpado para a megalomania trumpista em querer taxar o Brasil de forma tão devastadora? E o que o Brasil pode fazer diante de tal ato insano do presidente americano? Essas e outras perguntas serão aqui respondidas. Por enquanto, vale saber que o Brasil é um país soberano e não é e nunca será quintal dos EUA.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e deputado federal licenciado, se mundou há alguns meses para os EUA e nunca escondeu de ninguém o motivo dessa mudança: tentar fazer com que Donaldo Trump, também de extrema-direita, impusesse sanções ao Brasil para livrar Bolsonaro da cadeia. De forma declarada, Eduardo Bolsoanro, carinhosamente conhecido nas redes sociais como “bananinha”, diariamente está cometendo crimes de lesa pátria, bem como está tentando interferir no processo que julga a tentativa de golpe de Estado, em que seu pai é réu. Houve a abertura de inquérito policial após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo, com o objetivo de investigar a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e possível cometimento de crimes. Na solicitação, a PGR citou postagens em redes sociais e entrevistas do parlamentar e afirmou que o deputado está tentando fazer com que o governo de Donald Trump imponha sanções a integrantes do STF, com o escopo de intimidar os ministros a fim de absolverem Bolsonaro, em uma inequívoca tentativa de tumultuar o processo. A atuação do “bananinha” no exterior é vista como colaboracionista com forças internacionais hostis à democracia brasileira, e pode sim ser interpretada como traição aos interesses nacionais! Até o momento, ele já fez vários encontros com trumpistas e defensores do “golpe”, como o extremista Steve Bannon. Há relatos, divulgados pela imprensa e por fontes próximas às investigações, de que Eduardo Bolsonaro manteve diálogo com militares e estrategistas estrangeiros da ala ultraconservadora dos EUA. E isso é um risco potencial! Se comprovado que Eduardo Bolsonaro compartilhou informações sensíveis ou estratégicas sobre o Brasil, isso pode configurar crime contra a segurança nacional. Eduardo usou suas redes sociais e participou de eventos nos EUA para colocar em dúvida a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro. Mesmo após os atos de 8 de janeiro de 2023, Eduardo minimizou os ataques e tentou deslocar a culpa para o governo Lula. E isso pode ser enquadrado como apologia de crimes contra o Estado Democrático de Direito e tentativa de obstruir a responsabilização dos culpados. Além disso tudo, vem fazendo campanha juntamente com parlamentares americanos do Partido Republicano, todos de extrema-direita, para aplicar sanções severas nos ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes, e no Brasil! Grande patriota, né? Só que não!!!
O presidente Lula foi assertivo na resposta à carta megalomaníaca de Trump. Lula deixou claro que Trump mentiu ao dizer que os EUA têm deficit na balança comercial com o Brasil, mostrando que “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”. O presidente ainda deixou bem claro que o Brasil é um país soberano e não aceitará ser quintal dos EUA. Disse ainda que o Poder Judiciário é autônomo e independente. Disse Lula que “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém. O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”. E quanto à crítica de Trump sobre as plataformas digitais terem que cumprir as regras brasileiras no Brasil, o presidente Lula afirmou que “No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática. No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira”. Lula ainda disse que no caso de Trump continuar com a loucura das taxações, o Brasil também irá taxar os produtos estadunidenses, com base na Lei de Reciprocidade. Lula também enfatizou que o país buscará diversificar mercados, reduzindo sua dependência dos EUA. Resumindo: Lula agiu como verdadeiro chefe de Estado de um país importante no cenário internacional e esclareceu que o Brasil não irá aceitar nenhuma intervenção de nenhum país. O BRASIL É SOBERANO!
A carta de Donald Trump fez com que os bolsonaristas se dividissem. Aliás, como será visto, começaram até a brigar entre si! Parte deles, como o governador de Minas Gerais, Zema, e o governador de Goiás, Caiado, tentaram colocar a culpa no presidente Lula. Obviamente, isso não deu certo. É claro que para quem reza para pneu e pede intervenção de extraterrestres, sempre haverá alguém que compre essa narrativa mentirosa, mas, dessa vez, não deu muito certo. Alguns politicos bolsonaristas chegaram ao ponto de agradecer Eduardo Bolsonaro pela tarifa imposta por Trump! O deputado federal Gustavo Gayer (PL‑GO), por exemplo, elogiou Eduardo por supostamente negociar uma tarifa menor e afirmou: “Outro Bolsonaro está lá nos EUA lutando pelo Brasil”. O senador Rogério Marinho, a deputada federal Carla Dickson (União Brasil) e os deputados federais General Girão e Sargento Gonçalves, do PL – partido de Bolsonaro -, se uniram na defesa da sanção imposta pelo presidente norte-americano aos produtos brasileiros sob a alegação de que se tratava de uma retaliação à suposta “perseguição” sofrida por Bolsonaro, que é réu no inquérito da trama golpista em fase de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Jair Bolsonaro, 24 horas após o anúncio das taxas americanas, reiterou seu “respeito e admiração” pelo governo dos EUA sob Donald Trump. O ex-presidente elogiou Trump pela taxação que pode prejudicar a economia brasileira e, por conseguinte, o povo brasileiro!!! Bolsonaro ainda mentiu ao dizer que o Brasil se isola do mundo. Aqui vale destacar que, no epsódio da taxação, o Brasil já obteve apoio de inúmeros países, como China, Canadá, México, França, Rússia. A mídia internacional em peso criticou a medida de Trump! Lembrando que o presidente americano, que mais parece um menino mimado do que presidente da República, já ameaçou outros países com taxas elevadas, desproporcionais e sem motivo. O Ministério de Relações Exteriores da China criticou a medida anunciada pelo presidente Trump, de impor tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros importados pelos EUA. Em declaração, a porta-voz do ministério, Mao Ning, afirmou que a não interferência de países em assuntos internos de outras nações faz parte dos princípios fundamentais da Carta da ONU.
Aliás, o presidente Lula fez um artigo em que critica tarifaços americanos e exalta a importância do multilateralismo. E esse artigo foi publicado nos maiores jornais de mais de 10 países. Isso sim é uma atitude de um verdadeiro chefe de Estado que é reconhecido mundialmente como um líder mundial.
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, dominada por bolsonaristas, aprovou, em 9 de julho de 2025, uma moção de louvor a Donald Trump, poucas horas antes do anúncio pelos EUA da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. De autoria do deputado bolsonarista Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a moção elogia o governante americano por seu “brilhante trabalho como presidente da maior nação”. Inacreditável! Essa moção foi aprovada justamente no momento em que Trump anunciava a nova taxa de 50% sobre as exportações do Brasil. A coincidência temporal foi muito criticada pela imprensa e colunistas como símbolo de subserviência aos EUA. E sim, os bolsonaristas são subservientes aos EUA. Possuem incontestável “complexo de vira-latas”.
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que usou o boné do presidente americano com a frase “Make America Great Again” e disse “Grande Dia”, por ocasião da vitória de Trump nas eleições presidenciais, está completamente perdido. Está sendo criticado tanto pelos bolsonaristas quanto pelos democratas. Com as tarifas americanas anunciadas, o estado brasileiro que mais seria atingido é São Paulo, devido à elevada quantidade de indústrias, bem como à força do agronegócio. São Paulo exporta muitos produtos para os EUA, como laranja, café, açúcar e etanol. Porém, até o presente momento, o governador carioca de São Paulo não criticou as tarifas de Trump! Em um primeiro momento, tentou dizer que a culpa era de Lula. Obviamente, não deu certo, haja vista os vídeos de Eduardo Bolsonaro em que ele afirma ter pedido a Trump as taxações, bem como sanções ao ministro Moraes. Posteriormente, Tarcísio começou a falar na necessidade de diálogos para resolver essa questão. Tarcísio acredita ser o gênio da lâmpada? Ora, a diplomacia brasileira é reconhecida mundialmente pelo seu poder de diálogo e negociação. O próprio presidente Lula já declarou que irá tentar negociar com os EUA para resolver esse problema, mas, se não der certo, irá agir por outros meios, como ajuizar ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e taxar os produtos americanos, conforme previsão da Lei de Reciprocidade.
Ocorre que o tom conciliador de Tarcísio pegou muito mal. No tocante ao campo democrático, não dá para aceitar que o governador do principal estado brasileiro não critique a taxação imposta por um estado estrangeiro sem que haja nenhum motivo real. E, do lado bolsonarista, também pegou mal. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, rebateu o governado de São Paulo. Disse o “bananinha” que “Fim de tarifaço só existe com anistia”. Aliás, essa fala de Eduardo é mais uma prova de que ele tramou contra o Brasil e que a tarifa americana não é culpa nem de Lula, nem do STF, mas exclusivamente da família Bolsonaro!
O governador carioca de São Paulo ainda teve a insensatez de ligar para os ministros do STF e propôr que Bolsonaro viajasse para os EUA para negociar com Trump! Segundo a Folha, o governador de SP sugeriu que o ex-presidente buscasse trégua comercial com os EUA. E, obviamente, os ministros viram risco de fuga e rejeitaram a ideia. Obviamente, Bolsonaro não tem nenhum poder para negociar em nome do Brasil e, mesmo que tivesse e conseguisse reverter essa situação calamitosa — o que não aconteceria —, não estaria fazendo nada de mais, uma vez que essa situação somente aconteceu devido às ações criminosas de seu filho Eduardo, que está nos EUA tramando contra o Brasil, sendo custeado pelo ex-presidente para que faça justamente isso. Cabe lembrar que Bolsonaro já afirmou que enviou R$ 2 milhões para Eduardo Bolsonaro para sobreviver na Terra do Tio Sam. Disse o ex-presidente que “Vocês sabem que, lá atrás, eu não fiz campanha, mas foi depositado na minha conta R$ 17 milhões e eu botei R$ 2 milhões na conta dele [Eduardo Bolsonaro]. Lá fora tudo é mais caro, eu tenho dois netos, um de 4 e outro de um ano de idade, ele [Eduardo] tá lá fora, não quero que passe dificuldade“.
O Partido dos Trabalhadores (PT), acertadamente, pediu para a Suprema Corte investigar Tarcísio por obstrução de Justiça. A ação detalha que, “atuando como elo institucional da chantagem de Trump de rever o tarifaço em troca da absolvição de Bolsonaro”, o governador de São Paulo teria ligado a ministros do STF para interceder em favor de Bolsonaro, solicitando que o réu tivesse autorização para viajar aos Estados Unidos — justamente para “negociar” com Trump, facilitando possível fuga.
Eduardo Bolsonaro, diante do anúncio das tarifas, fez um vídeo em que agradece a Donald Trump e deixa claro que ele “trabalhou contra o Brasil”. Disse o “bananinha”: “Nos últimos meses, TEMOS MANTIDO INTENSO DIÁLOGO COM AUTORIDADES DO GOVERNO DO PRESIDENTE TRUMP — sempre com o objetivo de apresentar, com precisão e documentos, a realidade que o Brasil vive hoje. A CARTA DO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS APENAS CONFIRMA O SUCESSO NA TRANSMISSÃO DAQUILO QUE VIEMOS apresentando com seriedade e responsabilidade”. Eduardo ainda completa dizendo: “THANK YOU PRESIDENT TRUMP – MAKE BRAZIL FREE AGAIN – WE WANT MAGNITSKY!”. Ou seja, conforme o próprio Eduardo, a imposição das tarifas é fruto de um lobby que ele e aliados vêm realizando desde o início de 2025 com autoridades norte-americanas. O objetivo declarado seria denunciar supostos abusos do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes.
Importante esclarecer dois pontos: 1) O “bananinha” confessou o que todos já sabiam: ele cometeu crime contra o Brasil e, portanto, as tarifas não são culpa de Moraes ou de Lula, e sim da família Bolsonaro; 2) Não está havendo abuso nem por parte do Supremo, nem por parte de Lula. Bolsonaro perdeu as eleições e tramou um golpe de Estado. O ex-presidente está respondendo a um processo criminal, no qual estão sendo respeitados o devido processo legal, o contraditório e a presunção de inocência. Mas ele tem consciência de que há muitas provas de seu crime e que será preso. Então, pediu a anistia antecipada e, diante do fato de ser tal anistia inconstitucional — pois tal instrumento legal não pode ser concedido a quem comete crime contra a democracia —, ele tenta um novo golpe com a ajuda da extrema-direita internacional.
Não contente em confessar seus crimes, Eduardo Bolsonaro faz novo vídeo para suas redes sociais, onde CONFESSA que articulou para que fossem atribuídas ao nosso país as taxas americanas. Disse o “bananinha”: “Desde o início da NOSSA ATUAÇÃO INTERNACIONAL, buscamos evitar o pior, priorizando que sanções fossem aplicadas de forma individualizada, com foco no principal responsável pelos abusos: Alexandre de Moraes. Sanções que muito possivelmente ainda serão adicionalmente implementadas, sem prejuízo da sua expansão também contra os seus apoiadores diretos”. Também afirmou que “Cabe ao Congresso liderar esse processo, começando com uma anistia ampla, geral e irrestrita, seguida de uma nova legislação que garanta a liberdade de expressão – especialmente online – e a responsabilização dos agentes públicos que abusaram do poder. Sem essas medidas urgentes, a situação tende a se agravar – especialmente para certos indivíduos e seus sustentadores. Restam três semanas para evitar um desastre. É hora dos responsáveis colocarem fim a essa aventura autoritária“.
A situação de Eduardo Bolsonaro, que já não era boa, piorou — e muito — com tais declarações. Lembrando que ele está sendo investigado pelos crimes de coação no curso do processo penal, obstrução de investigação contra organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito, bem como pelo crime de lesa-pátria. A deputada federal Érika Hilton pede ao STF bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro e condenação por crime de lesa-pátria.
Já o senador Flávio Bolsonaro, filho zero 1 do ex-presidente, concedeu uma entrevista na CNN e outra na Globonews, em que alegou que o Brasil não tem “poder de barganha” para negociar com Trump. “Cabe a nós termos a responsabilidade de evitar que caiam duas bombas atômicas no Brasil, para depois anunciar que vamos fazer anistia”. Posteriormente, Flávio ressaltou que “A gente vai continuar com o nosso orgulho, né? Somos brasileiros? Todos nós temos orgulho de ser brasileiros, mas como é que se resolve essa situação? Se você olhar para a Segunda Guerra Mundial, o que os Estados Unidos fizeram com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima para demonstrar força”. O filho zero 1 de Bolsonaro está ameaçando o Brasil!!! Ele disse declaradamente que nosso país é insignificante e precisa se submeter aos caprichos de Donald Trump, um extremista mimado que já até propôs pegar a Palestina, mandar embora os palestinos, para ter terra suficiente para fazer um resort para ele ficar ainda mais rico! Isso é inadmissível!!! Mas, para Flávio Bolsonaro, se não for feito o que o menino laranja mimado — que, infelizmente, é presidente dos EUA — quer, que é a intervenção no Poder Judiciário brasileiro e a submissão do nosso país aos seus caprichos, haverá bombas atômicas em solo brasileiro.
E só para ressaltar a baixeza moral da família Bolsonaro e de toda a extrema-direita bolsonarista, cabe salientar que, após todas as ameaças e desrespeito de Trump ao nosso Brasil, o ex-presidente Bolsonaro disse em suas redes sociais “Respeito e admiração aos EUA”. Isso mesmo, ele pediu respeito a um país que está tentando subjugar o Brasil e prejudicar a vida de todos os brasileiros. Porém, se me perguntasse se fiquei assustada com o posicionamento de Jair Messias Bolsonaro, minha resposta seria “não”. Isso pelo fato de que me lembro muito bem que esse cidadão bateu continência à bandeira americana, em sinal incontestável de subserviência aos EUA, disse que amava os EUA e o Trump, segue a cartilha negacionista e fascista de Steve Bannon (articulador da política trumpista), sempre que pode foge para a Califórnia, enquanto fala mal do nordeste brasileiro e, em sua primeira visita a Washington, Bolsonaro afirmou durante convescote na embaixada do Brasil que seria necessário, primeiro, destruir tudo que encontrara para só depois começar a construir. É a única promessa que se empenha em realizar – e realizou, pois o ex-presidente destruiu tudo o que pode: economia, políticas públicas, instituições e até a saúde mental de parte considerável dos brasileiros a que ele atribuiu o carinhoso título de “malucos”.
Após as ações e reações da família Bolsonaro e de alguns bolsonaristas mais radicais, fica evidente que o deputado Guilherme Boulos tem toda razão quando diz que eles são “PATRIOTAS DA SHOPEE”. Na verdade, o bolsonarismo não liga para o Brasil, nem para os interesses nacionais. Só se preocupam com eles mesmos e com as vantagens que podem tirar do solo brasileiro. Venderiam nosso país se isso fosse lhes render um bom dinheiro. Aliás, isso não é força de expressão! Quem não se lembra que Bolsonaro resolveu comemorar seus 400 dias de governo enviando ao Congresso Nacional um projeto para VENDER A AMAZÔNIA A MINERADORAS, abrindo as terras indígenas à mineração e ao garimpo. Acreditou quem quis na história de que seu governo defendia a “soberania nacional” sobre a região ou que Bolsonaro era “patriota”. Durante a Sessão Plenária do Fórum Econômico Mundial de 2019, em Davos, na Suíça, Bolsonaro disse a Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, que ‘gostaria muito’ de explorar os recursos da Amazônia com os EUA. Em resposta, o norte-americano disse não entender o que ele quis dizer e abandona a conversa constrangido. Bolsonaro traidor do Brasil!
Por sua vez, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, fez uma análise assertiva sobre as tarifas de Trump e o plano bolsonarista para prejudicar o Brasil. Disse Haddad que “Não há outra explicação: esse golpe contra o Brasil, contra a soberania nacional, ele foi urdido por forças extremistas de dentro do país. Como eu acredito que o tiro vai sair pela culatra, acredito que isso não pode se sustentar”. E o ministro complemento ao dizer que “A única explicação plausível para o que foi feito ontem é porque a família Bolsonaro urdiu esse ataque ao Brasil, com um objetivo específico, que é escapar do processo judicial que está em curso. Então, a única explicação é de caráter político envolvendo a família Bolsonaro”.
No próximo post, veremos como a sociedade civil passou a reagir às tarifas arbitrárias impostas por Donald Trump e o que o presidente Lula pretende fazer para que o Brasil não sofra com as ameaças dos Estados Unidos, motivadas pela atuação da família Bolsonaro.