Cris Couto
Neste post, daremos sequência ao nosso Raio-X comparativo. De um lado, apresentaremos a reconstrução das políticas públicas e os investimentos alavancados pelo governo Lula. Do outro, o contraste direto com o desgoverno Bolsonaro e a completa falta de projetos da oposição.
12- SEGURANÇA PÚBLICA E POLÍTICA DE ARMAS: a pauta da segurança pública escancara a divisão entre a responsabilidade republicana e a loucura ideológica.
Bolsonaro promoveu a liberação desenfreada de armas e munições sob a falsa premissa de “autodefesa individual” flexibilizando as regras para os CAC’s (caçadores, atiradores e colecionadores). Na prática, essa flexibilização serviu como via expressa para o tráfico de armas e o abastecimento do crime organizado, em especial do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho), permitindo que as facções criminosas e milícias urbanas adquirissem fuzis e munições pesadas de forma legalizada e a custos reduzidos. Interessante lembrar que a família Bolsonaro tem ligação com milicianos, como o matador de aluguel Adriano da Nobrega, e com pessoas ligadas com o CV, como a amizade inconteste entre Flavio Bolsonaro e o ex-deputado TH Joias, preso pela Polícia Federal devido a conexões com redes de lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas.
Além disso, Bolsonaro lutou pela liberação de armas devido a um forte componente ideológico, instrumentalizada por grandes latifundiários que visam coagir populações indígenas, quilombolas e integrantes do MST em disputas latifundiárias.
A lógica bolsonarista ataca o próprio conceito de Estado Democrático de Direito, visto que a segurança pública é dever constitucional e indelegável do Estado, e o uso da força exige treinamento rigoroso e técnico tal como os policiais e forças de segurança possuem. O que Bolsonaro propunha era a transferencia irresponsável desse risco para o cidadão comum, sob a falsa ilusão de que “mais armas, mais segurança”. Na verdade, o inelegível queria armar seus seguidores no intuito de facilitar o golpe de Estado que tentou em janeiro de 2023.
O governo Lula reverteu essa politica perigosa: revogou os decretos de armas, recadastrou o acervo nacional e transferiu o controle e a fiscalização dos CAC’s do Exército para a Polícia Federal. Ademais, Lula fortaleceu a inteligência interinstitucional, o combate à lavagem de dinheiro das facções criminosas e as operações de apreensão de arsenais ilegais.
Por fim, o governo Lula restabeleceu com clareza o pacto federativo. Embora a narrativa populista da extrema-direita bolsonarista tente responsabilizar exclusivamente a Presidência da República, em especial, o presidente Lula, pelos índices de violência, a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ATRIBUI AOS GOVERNADORES A GESTÃO DIRETA DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR E DA SEGURANÇA DE CADA ESTADO. Ou seja, se houve aumento nos casos de feminicídio no Estado de São Paulo, quem tem que resolver é o governador Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro.
Lula retomou o papel constitucional do governo federal que é agir como coordenador nacional de inteligência, provedor de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e parceiro técnico dos estados, resultando na queda progressiva e sustentada dos índices de homicídios e crimes violentos letais intencionais pelo país.
Deve ainda ser lembrado que o presidente Lula teve a iniciativa de mandar para o Congresso Nacional o PL ANTIFACÇÃO. O projeto foi sancionado pelo presidente e criou um marco legal para o ENFRENTAMENTO AO CRIME ORGANIZADO NO BRASIL, AUMENTANDO PENAS MÁXIMAS PARA ATÉ 40 ANOS. Mais um parênteses: a extrema-direita bolsonarista diz ser contra o crime organizado, mas quando Bolsonaro esteve no poder nada fez para reprimir as facções. Muito pelo contrario, pois como vimos acima, a liberação de armas ajudou a criminalidade.
Vale ainda destacar que o Brasil possui cinco presídios se segurança máxima – lugar onde criminosos perigosos, como líderes de organizações criminosas devem ficar. E TODOS ESSES PRESÍDIOS FORAM CONSTRUÍDOS PELO GOVERNO DO PT – 4 com Lula e 1 com a Dilma Rousseff.
13- POLÍTICA EXTERNA E DIPLOMACIA: Bolsonaro transformou o Brasil em um pária diplomático! Como se sabe, o desgoverno Bolsonaro promoveu atritos desnecessários com os maiores parceiros comerciais do Brasil, como China, Argentina e França. Quem não se lembra de Bolsonaro chamar a primeira-dama da França de feia ou de acusar a China de produzir propositadamente o vírus da covid? Bolsonaro hostilizou lideres mundiais, atacou o multilateralismo e isolou o Brasil nos fóruns globais, o que prejudicou nossa economia e alianças importantes em diversas áreas, como segurança, saúde, ciência e tecnologia e educação. Em uma reunião de líderes mundiais, Bolsonaro ficou totalmente isolado. Nenhum chefe de Estado queria proximidade com o então presidente brasileiro. E isso é ruim? Isso é péssimo, pois acaba atravancando acordos comerciais, sanitários, culturais, tecnológicos, de segurança, dentre outros e, principalmente, acaba com os investimentos externos em nosso país.
Mas Lula voltou a ser presidente e conseguiu reverter completamente esse cenário. LULA RESGATOU A TRADIÇÃO DA DIPLOMACIA ALTIVA E ATIVA DO ITAMARATY. É inegável que o presidente Lula é um dos líderes mundiais mais respeitados no mundo!!! E graças ao seu prestígio e seu trabalho, Lula recuperou a credibilidade do Brasil, liderou a cúpula do G20, abriu 642 novos mercados internacionais para produtos do agronegócio e da indústria nacional entre janeiro de 2023 e junho de 2026! E outros estão a caminho!
Ademais, o presidente Lula conseguiu o feito de assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia após 25 anos de tratativa. O presidente Lula teve papel central no destravamento político e na conclusão ao acordo. E isso foi muito bom tanto para o Brasil como para todos os membros do Mercosul. O pacto cria uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, unindo 31 países, movimentando um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de US$ 22,4 trilhões e englobando 720 milhões de pessoas.
Lula retomou o protagonismo ambiental do Brasil ao garantir a realização da COP 30. Ajudou o fortalecimento do Sul Global. Lula presidiu grandes fóruns internacional, como o G20, visto anteriormente.
Pode-se afirmar que, até o presente momento, Lula foi o único Chefe de Estado que não foi desrespeitado por Donald Trump. Sim, o presidente americano é louco e desrespeitoso. Porém, apesar das tarifas impostas ao Brasil devido a articulação da família Bolsonaro, Trump foi respeitoso e até estendeu tapete vermelho para Lula, quando nosso presidente foi até a Casa Branca. E isso unicamente pelo fato de que Trump sabe da importância de Lula aos olhos do mundo.
Ah, então quer dizer que Trump não tentará nada contra o Brasil. Não disse isso. O que foi aqui afirmado foi o respeito do presidente americano para com o nosso mandatário. No entanto, temos que lembrar que Trump e toda a extrema-direita fazem tudo pelo poder e pelo dinheiro. E isso é perigoso.
Mas o fato é que o BRASIL COM LULA VOLTOU A SER RESPEITADO INTERNACIONALMENTE. LULA RECOLOCOU O NOSSO PAÍS COMO ATOR CENTRAL NAS NEGOCIAÇÕES DO CLIMA, DA PAZ E DO COMÉRCIO GLOBAL.
14- CULTURA E DESENVOLVIMENTO HUMANO: Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura em seu primeiro dia de governo, transformando a pasta em palco de censura ideológica e perseguição a artistas. Travou repasses, promoveu o sucateamento do patrimônio histórico e alimentou uma campanha sistemática de desinformação contra a Lei Rouanet. A extrema-direita bolsonarista começou a espalhar a Fake News de que a Lei Rouanet era uma espécie de mamata, ou seja, entrega de dinheiro público nas mãos de artistas consagrados e de esquerda – o que é mentira! A extrema-direita bolsonarista ignorou deliberadamente que a lei opera por incentivo fiscal (há renúncia fiscal para as empresas que patrocinarem artistas e espetáculos, ou seja, o Estado não dá dinheiro direto ao nenhum artista) e exige rigorosa prestação de contas, sendo o principal mecanismo de financiamento de meses, orquestras, patrimônio histórico, festivais e projetos comunitários pelo país. Ademais, a extrema-direita esqueceu de dizer que os artistas que mais receberam incentivo da Lei Rouanet foram: 1- Gustavo Lima, 2- Bruno e Marrone, 3- Leonardo, 4- Chitãozinho e Xororó, 5- César Menotti e Fabiano, 6- Zezé di Camargo e Luciano – TODOS BOLSONARISTAS!!!!
Ressalte-se, porém, que Bolsonaro e toda extrema-direita DESPREZA A CULTURA E A EDUCAÇÃO PELO POTENCIAL QUE ELAS TEM DE LIBERTAR A SOCIEDADE DA IGNORÂNCIA E OBSCURANTISMO.
Em contrapartida, o PRESIDENTE LULA SEMPRE VALORIZOU A CULTURA E A EDUCAÇÃO. Desse modo, uma das principais medidas ao assumir a presidência foi recriar o Ministério da Cultura. Lula desmistificou as mentiras contadas por bolsonaristas sobre o fomento cultural e resgatou o setor sob dois pilares: 1- como vetor de arrecadação e gerador de empregos; 2- como direito fundamental ao desenvolvimento humano e à identidade nacional.
Assim, o presidente Lula recolocou a cultura no centro da estratégia de desenvolvimento do país. O SETOR CULTURAL E PRODUTIVO DAS ARTES RESPONDE POR UMA FATIA EXPRESSIVA DO PIB E GERA MILHÕES DE EMPREGOS DIREITOS E INDIRETOS – movimentando uma cadeia produtiva de vai de técnicos, montadores e cenógrafos ao turismo, hotelaria, gastronomia e transporte local.
Além de impulsionar a Lei Rouanet e aperfeiçoar sua fiscalização para descentralizar os patrocínios para fora do eixo Rio-São Paulo, o governo Lula promoveu a maior injeção de recursos descentralizada da história por meio da LEI PAULO GUSTAVO e da POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC (PNAB), fazendo verbas chegarem diretamente a pequenos e médios municípios para fortalecer a diversidade cultural e garantir a formação crítica, o bem-estar e a soberania do povo brasileiro.
15- SALÁRIO MÍNIMO E A VOLTA DO GANHO REAL: Durante 04 anos, BOLSONARO CONGELOU A POLITICA DE VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO, entregando reajustes que sequer cobriam a inflação e que corroía o poder de compra das famílias brasileiras. A oposição bolsonarista tenta colocar a culpa na pandemia, mas a crise sanitária não é desculpa com o real descaso que Bolsonaro teve com o trabalhador. Explico: a pandemia foi um evento global que atingiu todos os países. Contudo, o Brasil, sob o desgoverno de Jair Bolsonaro, amargou impactos sociais e econômicos desproporcionalmente mais severos justamente pela AUSÊNCIA DE UM PLANO NACIONAL DE PROTEÇÃO SOCIAL E PELO ABANDONO INTENCIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS. Enquanto os outros países montaram planos de contigenciamento para proteger empregos e preservar a renda da população, BOLSONARO CRUZOU OS BRAÇOS O QUE OCASIONOU A PERDA DO PODER DE COMPRA E PERMITIU O AVANÇO DA MISÉRIA.
Trata-se de uma questão de prioridade política! O GOVERNO LULA, POR EXEMPLO, ENFRENTA UM CENÁRIO INTERNACIONAL ADVERSO E PREOCUPANTE DEVIDO ÀS TARIFAS E SANÇÕES AMERICANAS ARTICULADAS PELA FAMÍLIA BOLSONARO. Mesmo sob forte pressão, LULA ATUA PARA PROTEGER OS PRODUTORES NACIONAIS, DESTRAVAR O CRÉDITO, IMPULSIONAR A ECONOMIA E DEFENDER O BOLSO DA CLASSE TRABALHADORA.
Além disso, a linha do tempo desmascara a narrativa bolsonarista: a pandemia concentrou seus efeitos críticos entre 2020 e 2021, mas O DESINTERESSE EM VALORIZAR O SALÁRIO MÍNIMO PERDUROU DURANTE TODO O GOVERNO BOLSONARO. A ausência de ganho real nunca foi uma fatalidade econômica, mas uma escolha deliberada de governo. Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Bolsonaro, chegou a classificar os encargos trabalhistas e garantias sociais como uma “bomba” contra o mercado (elites) e comemorou o congelamento de salários como uma “granada no bolso” do funcionalismo – revelando que a política oficial era tratar o arrocho salarial e o desmonte de direitos como meta do governo Bolsonaro. Ou seja, com ou sem pandemia, os salários mínimos estariam congelados com Bolsonaro que, como todos sabem, odeia direitos trabalhistas e os pobres e é aliado da elite financeira.
Em contraste direto, LULA RESTABELECEU POR LEI A POLÍTICA NACIONAL DE VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO, GARANTINDO QUE O REAJUSTE ANUAL COMTEMPLE NÃO APENAS A RECOMPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO (INPC), MAS TAMBÉM A VARIAÇÃO REAL DO PIB. Esse mecanismo assegurou aumentos reais consecutivos durante todo o mandato do presidente Lula. A política do presidente Lula sempre foi “colocar o pobre no orçamento” e, para isso, a classe trabalhadora precisa ter poder de compra.
Enquanto o governo Lula protege os produtores, fortalece o crédito e enfrenta com coragem as tarifas e as sanções americanas provocadas pela articulação bolsonarista no exterior, a garantia de ganho real no bolso do trabalhador injeta bilhões no comércio local, dinamiza a economia interna e impulsiona o país às menores taxas de desemprego da história do IBGE, ultrapassando a marca de 103 milhões de brasileiros ocupados com aumento na renda média real.
16- POLÍTICA PARA ACABAR COM O ENDIVIDAMENTO E O CRÉDITO POPULAR: a gestão de Bolsonaro assistiu passivamente o endividamento recorde da população e chegou ao absurdo de liberar credito consignado abusivo associado ao Auxílio Brasil em plena véspera eleitoral, empurrando famílias vulnenáveis para uma espiral de dívidas.
Já, o presidente Lula estruturou o DESENROLA BRASIL, maior programa de renegociação de dívidas da história no Brasil, que limpou o nome de mais de 15 milhões de brasileiros e renegociou dezenas de bilhões de reais com descontos de até 90%.
Lula ainda lançou o PROGRAMA ACREDITA para garantir crédito orientado e microcrédito a pequenos empreendedores e beneficiários do Bolsa Família.
17- LUZ PARA TODOS E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: um dos programas mais transformadores do país foi engavetado no desgoverno Bolsonaro, deixando milhares de famílias rurais, ribeirinhas e indígenas na escuridão.
Por sua vez, o presidente Lula teve como sua prioridade o programa LUZ PARA TODOS que levou energia elétrica gratuita e limpa para regiões isoladas da Amazônia e do semiárido, integrando cidadania e desenvolvimento sustentável. Esse é o Brasil com dignidade!
18- TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: A disputa sobre a transposição do Velho Chico escancara o contraste entre quem de fato trabalhou para levar água ao sertanejo e quem tentou surfar politicamente em uma obra praticamente pronta.
A ideia de integrar as bacias do São Francisco arrastava-se há mais de 170 anos — desde o Segundo Reinado de Dom Pedro II —, sendo empurrada com a barriga por dezenas de governos que temiam a complexidade técnica e os custos políticos da empreitada.
Os dados oficiais do próprio governo federal e relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) desmentem a farsa bolsonarista: OS GOVERNOS DO PT (LULA E DILMA (FORAM RESPONSÁVEIS POR QUASE 90% DA EXECUÇÃO FÍSICA E DOS INVESTIMENTOS DAS OBRAS CIVIS DOS EIXPS LESTE E NORTE.
O governo Temer deu continuidade e fez 5% das obras restando para o desgoverno Bolsonaro os outros 5%! Ou seja, BOLSONARO HERDOU O EMPREENDIMENTO COM 95% DE CONCLUSÃO E LIMITOU-SE A FINALIZAR RETOQUE, FAZER TESTES OPERACIONAIS E PAGAR O PERCENTUAL RESIDUAL FINAL.
Mesmo tendo feito apenas o “arremate” da obra — e muitas vezes paralisando trechos por falta de repasses e manutenção —, Bolsonaro usou a máquina de fake news para espalhar a mentira de que havia sido o “único criador” da transposição. Foi uma tentativa desesperada e desonesta de apagar o legado de Lula na região e enganar a população do Nordeste, que sabe exatamente quem colocou a água para correr no sertão. Mas como se sabe, Bolsonaro é craque em mentir, né?
19- CESTA BÁSICA NACIONAL E SENSIBILIDADE SOCIAL – ZERAMENTO DO IMPOSTO DOS ALIMENTOS: A discussão sobre a tributação dos alimentos expõe de forma cristalina as boas intenções do governo Lula e a prioridade humana conferida à população vulnerável. Como todos sabem, o presidente Lula sempre teve um sonho: botar comida na mesa de todo o povo brasileiro. Por diversas vezes, Lula afirmou querer terminar o mandato com todo brasileiro tendo fartura e podendo ter 3 refeições por dia. Essa é a preocupação genuína de quem já passou fome e sabe como é dura a vida do pobre.
Em um gesto histórico de justiça social e combate à fome, o governo Lula fez com que a Cesta Básica Nacional com alíquota ZERO de tributos (CBS/IBS), garantindo que itens essenciais como arroz, feijão, leite, pão, legumes, farinhas, frutas e carnes cheguem à mesa do povo sem a cobrança de impostos federais ou estaduais. Além disso, instituiu o inédito sistema de cashback tributário, que devolve parte do imposto pago nas contas de luz e gás para as famílias de baixa renda do CadÚnico.
Em contraponto a essa agenda humanitária, a extrema-direita bolsonarista atuou no Congresso de forma totalmente destrutiva: orientou voto contrário à regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024), promoveu campanhas de fake news acusando a proposta de encarecer alimentos e chegou ao absurdo de articular moções contra o zeramento de impostos sobre a comida sob a falsa alegação de “intervenção econômica irresponsável”. Ficou demonstrado que a oposição prefere sacrificar o poder de compra da população e manter o imposto sobre o prato de feijão do trabalhador a reconhecer uma vitória social do país.
20- A HISTÓRICA REFORMA TRIBUTÁRIA: JUSTIÇA SOCIAL E FISCAL: a reforma tributária era uma promessa engavetada por mais de 40 anos pela classe política e completamente ignorada durante o desgoverno Bolsonaro.
Mas, sob a liderança do presidente Lula e com muita luta, pois não podemos esquecer que o Congresso Nacional é composto por maioria de extrema-direita bolsonarista, a Reforma Tributária foi finalmente aprovada e regulamentada. A medida revoluciona a estrutura econômica do país ao unificar impostos arcaicos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, acabando com a burocracia do “manicômio tributário”, eliminando a cumulatividade de impostos e desonerando os investimentos produtivos e as exportações brasileiras.
A gestão Bolsonaro operava no improviso fiscal, concedendo bondades eleitorais de última hora que arrebentavam os cofres dos estados e mantinham os mais pobres pagando proporcionalmente mais impostos do que os super-ricos. Vale destacar que essas bondades eleitorais de última hora gerou uma conta bilionária aos cofres públicos e quem teve que pagar foi Lula e Haddad, então ministro da economia.
Ademais, Bolsonaro NUNCA se preocupou em reduzir impostos para a classe mais pobre. Questionado em um podcast, Bolsonaro teve a cara de pau de dizer que reduziu sim impostos. Do que? DE JET-SKI, VELEIROS, JATINHOS… OU SEJA, BOLSONARO, MAIS UMA VEZ, BENEFICIOU MILIONÁRIOS BRASILEIROS.
Em outro momento, quando questionado sobre o preço altíssimo da carne e o que o governo poderia fazer, BOLSONARO DISSE QUE A CARNE AGORA ERA ARTIGO DE LUXO E QUE ERA A FAVOR DO LIVRE MERCADO, ENTǍO ELE NÃO IRIA FAZER NADA!
O governo Lula resolveu atacar o sistema a fim de gerar maior justiça social e fiscal. Assim, Lula e Haddad desenharam um sistema moderno, transparente e progressivo. A reformulação extingue privilégios descabidos, institui o Imposto Seletivo (“imposto do pecado”) para desincentivar produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente e garante que o consumo popular seja protegido, atraindo investimentos de longo prazo e colocando o Brasil na vanguarda da eficiência fiscal global.
E mesmo diante da ineficiência do desgoverno Bolsonaro e de suas falas nojentas, além da iniciativa promissora e importante do presidente Lula, a extrema-direita tem a pachorra de falar a MENTIRA de que o presidente Lula estava aumentando impostos! Deram, inclusive, o apelido de “Taxad” ao então ministro da economia de Lula, Fernando Haddad. Na verdade, o presidente Lula NÃO aumentou nenhum imposto. Aconteceram duas coisas que se faz necessário esclarecer para acabar de uma vez por todas com as narrativas falaciosas da extrema-direita bolsonarista. Vejamos:
20.1- A narrativa FALSA das taxas das blusinhas – Desinformação, Pressão do Varejo Nacional e o Papel do Congresso: A tentativa da oposição bolsonarista de atribuir ao presidente Lula a responsabilidade exclusiva pela criação da “taxa das blusinhas” configura uma das mais graves operações de desinformação do debate público recente.
O histórico dos fatos demonstra o oposto: a cobrança de tributos sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 originou-se de uma intensa pressão das entidades do comércio e da indústria nacional – como a Conferderacao Nacional de Industria (CNI) – SOBRE OS GOVERNOS ESTADUAIS E SOBRE O PODER LEGISLATIVO, sob a alegação de concorrência desleal das plataformas estrangeiras (Shein, Shopee e AliExpress).
A iniciativa ganhou força nos governos estaduais, quando o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz) instituiu a alíquota uniforme de ICMS de 17% — IMPOSTO ESTADUAL!!! Ou seja, nada a ver com o presidente Lula.
Posteriormente, durante a tramitação do Programa Mover no Congresso Nacional, a taxação federal (20%) foi incluída via emenda parlamentar e aprovada de forma ampla e transversal por deputados e senadores, inclusive com o voto favorável de lideranças da própria oposição direitista.
Ao presidente Lula restou a sanção do texto resultante do consenso político construído no Legislativo, restabelecendo a isonomia entre o produto nacional e o importado. Transformar uma demanda do empresariado brasileiro e uma decisão deliberativa do Congresso em uma “pauta arrecadatória do Executivo” é distorcer o processo legislativo para fins de desgaste eleitoral.
Resumindo: a “taxa das blusinhas” teve duas iniciativas: 1- dos governadores que impuseram o ICMS; 2- deputados e senadores que fizeram uma emenda parlamentar. NÃO FOI INICIATIVA DO LULA. Assim, coube ao presidente Lula somente sancionar a ideia dos parlamentares, sendo a grande maioria de extrema-direita bolsonarista.
Em setembro de 2026, o Congresso Nacional aprovou a medida do presidente Lula que encerra de forma definitiva a cobrança da “taxa das blusinhas”.
20.2- Reforma Tributária: O “Andar de Cima” finalmente pagará alguma coisa: Um dos aspectos mais revolucionários da Reforma Tributária e que explica a virulenta resistência das alas mais conservadoras e do bolsonarismo aliado com a elite foi a inversão da lógica da regressividade fiscal brasileira. Mas o que isso quer dizer? Vamos explicar. Vejamos:
Historicamente, o sistema tributário nacional penalizava os mais pobres e a classe média por meio da taxação excessiva sobre o consumo, enquanto blindava os patrimônios e rendimentos das elites financeiras. Mas a reforma tributária do presidente Lula alterou essa lógica perversa.
A nova arquitetura constitucional e a subsequente reforma da renda idealizada por Lula e Haddad e consolidada na Lei nº 15.270/2025 quebraram essa blindagem ao instituir a tributação sobre lucros e dividendos, criar a COBRANÇA MÍNIMA DE IMPOSTO DE RENDA PARA ALTAS RENDAS (rendimentos superiores a R$ 600 mil anuais) e aplicar tributação progressiva sobre heranças (ITCMD) e bens de luxo (como jatinhos e iates). Note-se que aqui somente o “andar de cima” está sendo tributado. Ou será que o dono do mercadinho que anda reclamando das taxas do Haddad tem rendimento anual de R$ 600 mil ou comprou um jatinho? Claro que não! Mas as FAKE NEWS bolsonaristas fizeram que muitas das pessoas comprassem suas mentiras.
Ou seja, os milionários e bilionários que nada pagavam ou pagavam o mínimo vão começar a pagar e o pobre passou a ter maior isenção! ISSO É JUSTIÇA SOCIAL E FISCAL!!!!
Essas medidas financiaram diretamente a ampliação da isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5.000 mensais, desonerando a classe trabalhadora. Ao fazer o “andar de cima” arcar com uma parcela justa e proporcional da carga tributária, o governo Lula contrariou os interesses do rentismo e dos privilégios fiscais históricos, revelando que a oposição da extrema-direita à reforma nunca foi sobre o tamanho do Estado, mas sim sobre a preservação da imunidade tributária dos super-ricos.
21- FIM DA ESCALA 6X1: JUSTIÇA SOCIAL PARA O POVO: O presidente Lula tem sua história de vida marcada pela luta dos trabalhadores. Sua trajetória foi a de negociar melhores condições de trabalho. Tornou-se líder sindical, mostrou-se ser um grande negociador e somente depois que fundou o Partido dos Trabalhadores (PT) entrando mesmo para a política. Assim, pode-se afirmar que a luta por melhores condições de trabalho está no sangue de Lula. Mas isso nunca foi fácil, pois não se pode esquecer que, infelizmente, grande parte de nossos políticos são da elite. Elite luta por privilégios da elite. E devido a isso, muitas coisas que Lula e demais políticos de esquerda querem fazer para o povo são barrados no Congresso Nacional.
Há um bom tempo, o presidente Lula encarnou a pauta da diminuição da escalada de trabalho. E isso é o PL do FIM DA ESCALA 6X1. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, após idas e vindas e muito trabalho do presidente Lula e aliados. Ocorre que o projeto precisa ser aprovado também no Senado Federal. Devido a muito trabalho do presidente Lula, o PL do Fim da escala 6×1, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) mas, precisa ir para votação em plenário. Porém, a votação encontra-se travada devido a articulação de Flavio Bolsonaro que não tem medo de mostrar ser inimigo do trabalhador
21.1- Governo Lula e a Dignidade do Trabalhador: O apoio central do governo Lula e da base aliada à transição para uma jornada mais humana (máximo de 40 horas semanais e 2 dias de descanso) sem redução salarial se traduz na dignidade do trabalhador. O foco é a promoção da saúde mental (combate ao burnout) e o direito do trabalhador de ter tempo para a família, estudo e lazer. É justiça, é saúde, é o mínimo que todo trabalhador merece!
21.2- A Reação da Extrema-Direita Bolsonarista: Parlamentares do PL (Bolsonaro) e do Novo lideraram a oposição pública e a resistência no Congresso, usando o discurso do “terrorismo econômico” e alegando que o fim da escala 6×1 geraria desemprego, inflação e falência de pequenos negócios, o que é MENTIRA!!! Figuras da extrema-direita chegaram a classificar a garantia de dois dias de folga como “prejudicial à produtividade”, demonstrando a prioridade histórica da extrema-direita bolsonarista em precarizar direitos trabalhistas e defender a exploração irrestrita de mão de obra. Ou seja, A EXTREMA-DIREITA BOLSONARISTA, MAIS UMA VEZ, LUTANDO PELOS DIREITOS DA ELITE E PREJUDICANDO O TRABALHADOR.
O argumento sobre o alarmismo catastrofista da extrema-direita contra o fim da escala 6×1 e as Fake News que falam que o fim da escala 6×1 vai acabar com a economia e com empregos ganha um peso histórico definitivo quando constatamos que essa é a mesma reação assustada que a elite econômica e conservadora brasileira teve em todos os momentos de avanço dos direitos sociais no país. A tática da retórica do medo (“vai quebrar a economia”, “vai gerar desemprego em massa”, “o Brasil não está preparado”) é uma cópia exata dos discursos do passado:
a-) Abolição da Escravidão (1888): Os grandes cafeicultores e os jornais conservadores do Império alegavam que a libertação dos escravizados causaria o “colapso da agricultura nacional”, a falência dos proprietários e o caos na produção de alimentos. Mas isso não aconteceu. Muito pelo contrário. O PAÍS NÃO QUEBROU, A PRODUÇÃO AGRÍCOLA CRESCEU E SE MODERNIZOU!
b-) Criação da CLT e das Férias Remuneradas: Setores empresariais e políticos de direita denunciaram Getúlio Vargas, afirmando que pagar férias e formalizar a carteira de trabalho impediria a industrialização do Brasil e levaria o comércio à bancarrota.
c-) Instituição do 13º Salário (1962): Quando João Goulart (político de esquerda) sancionou o 13º salário, jornais de grande circulação e entidades patronais publicaram manifestos prevendo uma “onda avassaladora de inflação”, fechamento de fábricas e demissões em massa no mês de dezembro. Mas o resultado foi o oposto desta previsão: houve a maior dinamização do comércio e do consumo popular da história do país ao final de cada ano. Isso é o que o presidente Lula fala sobre inserir o pobre na economia, no orçamento.
d-) Na Constituição Cidadã e no FGTS (1988): A oposição conservadora de direita e de extrema-direita combateu a licença-maternidade de 120 dias e o aviso prévio proporcional, alegando que “ninguém mais contrataria mulheres”. Sabemos que isso é mais uma mentira dita pelos que defendem a elite e que querem pagar pouco ao trabalhador. Muito embora não podemos deixar de lembrar que o então deputado Jair Bolsonaro afirmou que “jamais contrataria uma mulher, pois ela engravida”. Inacreditável!
O alarde contra o fim da escala 6×1 é apenas o capítulo contemporâneo dessa mesma resistência elitista. A história prova que o desenvolvimento econômico real não nasce da exaustão do trabalhador, mas da valorização da vida humana e do fortalecimento do mercado interno. Portanto, o presidente Lula tem razão em defender com unhas e dentes essa pauta.
22- SOBERANIA NACIONAL X TRAIÇÃO À PÁTRIA DO BOLSONARISMO: O presidente Lula trabalha pela consolidação de uma política externa independente, voltada para o fortalecimento do Sul Global, ampliação dos BRICS e liderança global na transição energética e ambiental (COP30). Lula luta pela SOBERANIA DO BRASIL. E o que isso significa exatamente? Internamente, a soberania é garantida pela defesa das riquezas naturais, como os minerais críticos (terras raras), ouro, nióbio, petróleo e a Margem Equatorial, além da independência tecnológica e do papel estratégico de empresas como Petrobras e Ceitec. Ou seja, ser soberano é não permitir que nenhuma nação estrangeira possa roubar nossa riqueza, nem escravizar – direta ou indiretamente – nosso povo. É não permitir que nenhum país tire proveito do nosso território, nem do nosso povo. É deixar claro que quem manda no Brasil são os brasileiros.
E O BRASIL É SOBERANO COM LULA. O presidente Lula jamais baixará a cabeça para os EUA, nem para nenhum outros país estrangeiro. Jamais irá bater continência para a bandeira norte-americana, nem falará que ama os EUA, como fez Jair Bolsonaro. E isso pelo fato de como Lula afirmou com muita propriedade “Americano pensa em americano em primeiro lugar, pensa em americano em segundo lugar, pensa em americano em terceiro lugar, pensa em americano em quinto e se sobrar tempo pensa em americano’.
22.1- A Atuação do Clã Bolsonaro e a Submissão a Potências Estrangeiras: a família Bolsonaro, assim como a extrema-direita bolsonarista, se dizem “patriotas”. A dúvida, no entanto, é “patriotas de que país”, pois do Brasil definitivamente não são e posso provar.
Bolsonaro bateu continência para a bandeira americana. Em 2019, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Bolsonaro disse para Al Gore, ex-presidente dos EUA que queria explorar a Amazônia em parceria com os EUA. Disse Bolsonaro que “Temos muita riqueza na Amazônia e eu adoraria explorar essa riqueza com os Estados Unidos”.
Eduardo Bolsonaro, o filho “zero 3” de Jair, se mudou para os EUA e articulou para que os EUA impusessem tarifas desproporcionais e sem sentido nos produtos brasileiros com o intuito único de prejudicar a indústria e o agronegócio, ou seja, a economia brasileira e, com isso, dificultar a reeleição do presidente Lula. Ainda articulou sanções a alguns ministros do STF, em especial, o ministro Alexandre de Moraes, em uma tentativa de coação para que seu pai, que atentou contra a democracia, não fosse condenado.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, entregou documentos sigilosos do Brasil para o governo norte-americano, além de prometer que os americanos farão parte do seu governo de transição, caso seja eleito, expondo dados sigilosos e abrindo mão da soberania sobre a Margem Equatorial e minerais críticos em troca de apoio político externo. Mas o pior vem agora: O “zero 1” fez um discurso proferido nos EUA (na CPAC) oferecendo as reservas brasileiras de terras raras como a “solução para os problemas americanos” de dependência da China, colocando os recursos estratégicos brasileiros à disposição de potências estrangeiras em vez de usá-los para a reindustrialização do Brasil.
Eduardo e Flávio Bolsonaro participaram de audiências americanas onde, em vez de defender os produtores nacionais sugeriram o adiamento das tarifas para não prejudicar a imagem do Zero 1 e validaram investidas contra a economia do país, em um ato classificado por como verdadeira traição à Pátria.
No próximo artigo da série, verificaremos as fragilidades morais e políticas da oposição: das investigações e escândalos que pesam sobre Flávio Bolsonaro ao esgotamento do processo político, marcado por um evidente adoecimento eleitoral. Siga acompanhando o DIÁLOGO POLÍTICO e confira a Parte 3 em breve!